24 de ago de 2008

SABERES DA TERRA




O presente trabalho tem o objetivo de apresentar a cultura imaterial das comunidades de Tia Eva e Furnas dos Dionísios. Comunidades estas localizadas em Mato Grosso do sul. A busca pela Identidade e Memória se faz preciso no sentido que é preciso ampliar a memória para que nossos alunos possam construir a noção de sua própria identidade. Nesse trabalho de Educação Patrimonial escolhemos como atores sociais, agentes diversos que estejam envolvidos como representantes do setor de patrimônio, professores, líderes de Associações tanto de Tia Eva como de Furnas dos Dionísio. Propomos observar e colher dados em atividades culturais, trazendo de volta lembranças de histórias de vidas de pessoas de diversos segmentos ou atuantes e suas famílias, grupos de Terceira Idade, além de líderes de associações , e levantar dados sobre a o saber tais como festas, benzeções e tradições existentes
Acreditamos que essas crescentes camadas populacionais são importantes frações da comunidade, como fontes salutares para a preservação do vivido e do experimentado (pela tradição), unindo gerações, formando uma espécie de cadeia, num espiral entre gerações diferentes. Isso feito através da fomentação do ato de lembrar, que será dilatado para uma função ativa de refazer, apropriando com idéias de hoje experiências do passado a partir da narrativa histórica e cotidiana – e da presteza do ouvinte.
As reminiscências, então, passam a ter papel de experiências transmissoras às futuras gerações, possibilitando a concretização da dicotomia preservação/atualização.
As histórias de vida serão trabalhadas historicamente numa conotação mais ampla e relevante (e a História deixará de pertencer ao passado, identificando-se com a história das pessoas comuns, produzida coletivamente, relacionada com vidas individuais). O passado ganhará vigor, pois passará a ser material relevante para a percepção da atualidade e ganhará também sentido, a partir da atualidade do patrimônio cultural (no presente).
As comunidades de Furnas dos Dionísio e Tia Eva e será valorizada como depositária de saberes e conhecimentos relevantes para a preservação e para a conseqüente produção de sentidos para a cidade; e de novos saberes, sociais e próprios, numa postura que pode ser tomada como exemplo de uma nova atitude cidadã, de sociedades que se querem transformadores e não mais espectadoras dos acontecimentos.
Este trabalho de Educação Patrimonial de cunho étnico apresenta, como recurso metodológico, o intercâmbio com grupos sociais que desenvolvem atividades culturais, para isso, deve-se proporcionar um encontro entre as informações que os alunos têm sobre a sua vida, os seus antepassados, a sua história, e construir, dentro de uma perspectiva que vai do passado ao presente, as linhas de memória que os constituíram. Neste sentido, é importante que se incorpore a idéia de contexto, para que os alunos tenham informações sobre os acontecimentos que estavam presentes no período do seu nascimento e possam construir a sua linha de história pessoal integrada ao social. As noções de pertencimento e simultaneidade devem sempre ser acionadas nas atividades relativas à construção da identidade e ao processo temporal. Realizadas com alunos brancos, negros e mestiços, essas atividades evidenciam a igualdade fundamental de todos enquanto seres humanos. Todas as ações por meio das quais os povos expressam seu modo específico de ser constituem a sua cultura, que vai ao longo do tempo adquirindo formas e expressões diferentes. A cultura é um processo eminentemente dinâmico, transmitido de geração em geração, que se aprende com os ancestrais e se cria e recria no cotidiano do presente, na solução dos pequenos e grandes problemas que cada sociedade ou indivíduo enfrentam.




Neste processo dinâmico de socialização, em que se aprende a fazer parte de um grupo social, o indivíduo constrói a própria identidade.
Reconhecer que todos os povos produzem cultura e que cada um tem uma forma diferente de se expressar é aceitar a diversidade cultural. Este conceito nos permite ter uma visão mais ampla do processo histórico, reconhecendo que não existem culturas mais importantes do que outras. O Brasil é um país pluricultural e deve esta característica ao conjunto de etnias que o formaram e à extensão do seu território. Estas diversidades culturais regionais contribuem para a formação da identidade do cidadão brasileiro, incorporando-se ao processo de formação do indivíduo, e permitindo-lhe reconhecer o passado, compreender o presente e agir sobre ele.























































FURNAS DOS DIONÍSIO
















































































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